quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu Ninguém


Eu tentei me esconder, acho porem que só consegui me amostrar mais ainda.
Foi à partir dai que  percebi o verdadeiro desespero, foi diante de lagrimas quentes que rolaram pela minha face que percebi minha covardia.

Choro ainda mais quando penso que , às vezes, não poderei

me reerguer, não por medo de cair de novo, mas por não saber por onde começar.
Todo dia cobranças, todo dia  lagrimas, todo dia desespero.
Eu gostaria muito de fazer algo que desafie a mim mesma.
Eu gostaria  de não chorar  toda noite em minha cama.
Eu gostaria de me livrar de meu maldito passado que tanto tem me arrastado por uma estrada de larvas fulminantes.
Eu gostaria de pedir perdão à todas as pessoas a quem machuquei e ate esqueci.
Eu gostaria de um abraço, por mais falso que fosse. Tentei então busca-ló em braços  estranhos, porem fortes. Procurei-os nos braços de um homem lindo, de olhos castanhas e óculos.

Diante de tanta falsa ilusão que também chama-se câncer, eu cai de joelhos num jardim de espinhos, e continuei chorando, a dor do abandono, da solidão e de mais um novo desespero...
Peco ao vento, que leve ao meu anjo azul, meu grego, palavras de amor, pois apesar dessa fase dolorosa ainda o amo muito

Alexandra Pereira

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

“Por que será...

...que quando passamos dias juntos
não há horas suficientes
para tudo o que queremos fazer e ser
mas quando estamos separados
os momentos parecem durar para sempre?

Eu preencho nossos momentos separados
com todas as coisinhas
que ocupam minhas horas
e que ajudam a passar o tempo
mas nenhum momento passa
sem que você esteja
no meu pensamento
e no meu coração.

Eu mal posso esperar
até estarmos juntos novamente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Passamos a vida em busca da felicidade.

Procurando o tesouro escondido.
Corremos de um lado para o outro espe rando descobrir a chave da felicidade.
Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica.
E achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.
E, assim, uns fogem de casa para serem fe lizes e outros fogem para casa para serem felizes.

Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes.
Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes.

Uma busca infinda.
Anos desperdiçados.

Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto.

Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos.
Mas, há uma forma melhor de viver!
A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim.
É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa.
E jamais está à venda.
Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção.

A felicidade não tem nada a ver com conseguir.
Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos.
Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio, ao mesmo tempo em
que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado.
As necessidades de cada um de nós são poucas.
Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes.

Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida.

Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Agoras!

Pense... Você já se arrependeu de em determinadas circunstâncias, não ter tomado atitudes que viessem, de alguma forma,
melhorar a sua vida?

Clarice Lispector, em sua crônica Aprendendo a Viver, sabiamente comenta que todos nós, quando fazemos exame de consciência, lembramo-nos de vários agoras que foram perdidos e que não voltaram mais. Que o arrependimento de ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceito costuma ser doloroso e profundo.

Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e
aceitar com o coração é a ousadia que não cultivamos.

A ousadia, geralmente, é escrava do medo... Quantas vezes perdemos a oportunidade de ser felizes, pelo medo de ter a
ousadia de amar.

Medo de ousar porque o objeto do amor era mais bonito, mais rico, mais jovem, mais velho, mais culto, menos culto... e
aí... o tempo passou e o agora também... Quantas vezes perdemos a oportunidade de realizar um grande sonho, por não ter
a coragem de ousar, de arriscar, deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele agora...

Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer pelomedo de parecer ridículo
e imaturos...

Quantas vezes ?camos, porque temos medo de partir.

Quantas vezes dizemos baixinho o que, na realidade, gostaríamos de gritar...

Quantos agoras perdemos esquecendo que o riso pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas.

O medo que nos impede de ser ousados no agora, também está nos impedindo de ver a linda pessoa que podemos ser.

Terezinha Passos

sábado, 13 de novembro de 2010

Medo do Desconhecido

    Conta uma lenda que, certo dia, um espião foi preso e condenado à morte. A sentença dada era o fuzilamento, mas o general – um homem de hábitos pouco comuns – sempre oferecia ao condenado duas opções: o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

    Quando a hora da execução se aproximava, o general ordenou que trouxessem o espião a sua presença para uma breve entrevista. Diante do condenado, fez-lhe a seguinte pergunta: e então, o que você prefere: a porta preta ou o Fuzilamento?

    O prisioneiro ficou pensativo. Afinal, a escolha não era fácil. Depois de um longo silêncio, respondeu:

Prefiro o fuzilamento!

Quando a sentença já tinha sido executada, o general virou-se para seu ajudante de ordens e disse:

-- Assim é com a maioria dos homens. Preferem o conhecido ao desconhecido.
-- E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.
-- A liberdade, respondeu o general. Mas poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Geralmente, as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe, que se aventurar a investigar diferentes possibilidades.

    Pense nisso! Nem sempre, o caminho trilhado por muitos é o que conduz à liberdade. Nem sempre, nadar a favor da correnteza é indicio de chegada a um porto seguro. Às vezes, é preciso abrir trilhas, ainda desconhecidas da maioria, mesmo que, para isso, fiquemos sós. Com freqüência, torna-se necessário nadar contra a correnteza, optar pela porta estreita e, assim, vislumbrar um novo mundo. Livre dos constrangimentos que tolhem a liberdade e impossibilitam a felicidade.

Moral da história – essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o novo. 

Mário W.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Declaração dos Direitos do Amor

Considerando ser o Amor o maior de todos os agentes de Utilidade Pública, PROCLAMA-SE O QUE SEGUE:

Artigo 1
O amor pode apropriar-se de todo e qualquer coração, com ou sem anuência do dono.

Artigo 2
Em presença de sentimentos inferiores, tais como a raiva, o ódio e o ressentimento, ao Amor é permitido julgá-los e extraditá-los sem direito a reconsideração da pena.

Artigo 3
O Amor deve ser respeitado em todas as suas formas, sejam elas dirigidas a pessoas, coisas, vegetais ou animais.

Artigo 4
Ao Amor é sempre permitida a companhia do perdão, pois que sem este Ele está falsificado.

Artigo 5
O Amor tem o direito de ficar cego, surdo e mudo quando em presença de maledicências e pode apresentar-se como agente de paz diante de desarmonias e atos prejudiciais a todos os seres do Planeta.

Artigo 6
O Amor tem licença plena para manifestar-se livremente, independente de raça, credo ou religião. Ele é incondicionalmente livre para viver em seu habitat natural: o coração.

Artigo 7
O Amor é bússola que aponta o caminho para a Felicidade e assim deve ser indiscutivelmente reconhecido.

Artigo 8
A todo aquele que banir o Amor do seu coração será imputada a pena de solidão, isolamento e sofrimento perpétuos.

Artigo 9
O Amor nunca deverá ser responsabilizado por dores, perdas ou danos e tem amplos poderes para neutralizar todas as batalhas, sejam elas emocionais, familiares ou sociais.

Artigo 10
Ao Amor não se aplicam Leis Trabalhistas: Ele pode exercer suas funções 24hrs por dia durante TODOS os dias do ano.

Artigo 11
Quando o Amor entra em corações, deve ser bem recebido, bem tratado, bem nutrido e absolutamente livre para agir em prol de todos os envolvidos por Ele.

Artigo 12
Em nenhuma hipótese o Amor deverá ser álibi para atitudes de más intenções, tais como usá-Lo como desculpa para enganar, iludir ou controlar corações. Também nunca poderá ser instrumento de brincadeira com o sentimento do homem ou da mulher.

Artigo 13
Toda e qualquer tentativa de matar o Amor será tratada pelo Universo como crime contra a vida do próprio mandante.

Artigo 14
O Amor é partidário da Lei de Causa e Efeito: Ele pode partir em definitivo da Vida daqueles que optam pelo sofrimento diante das adversidades, e também daqueles que se deixam cair em abandono.

Artigo 15
Ao Amor nada deve ser acrescentado e Dele também nada retirado, posto ser o mais perfeito de todos os sentimentos e manifestação absoluta de Deus.

Parágrafo Único:
Os Direitos do Amor sempre protegerão os legítimos Direitos de Todos os Seres.

domingo, 7 de novembro de 2010

Sua auto-estima

Muitas pessoas passam pela vida a lamentar os seus fracassos, mas na verdade estão acomodadas a um conjunto de desculpas que justificam o receio de dar o primeiro passo.

Alguns chamam-lhe destino, outros afirmam que nasceram para sofrer, ou para serem pobres, outros há que pegam em frases cliché para nem sequer tentarem evoluir intelectualmente: “Não podemos ser todos doutores!”, afirmam eles, como se realmente estivessem dispostos a dar este passo e uma espécie de sina os proibisse!

Todas as pessoas que conheço (e eu também me incluo), têm nas suas vidas os mais variados factores que podem ser usados como desculpas, para não saírem da situação em que se encontram e que de algum modo os oprime.

Uns desculpam-se com a idade, outros com a saúde, outros com a falta de conhecimentos, etc. A verdade é que quando queremos muito uma coisa, os obstáculos desaparecem e de repente, no amor deixa de haver idades, nos negócios sabemos que a nossa ideia é a melhor e para a saúde, vamos buscar inspiração a todos os heróis (e chamo-lhes heróis porque é assim que os vejo), que ultrapassaram o facto de carregarem lesões físicas, muitas vezes bastante graves e vingarem quer a nível profissional, quer a nível amoroso e familiar.

Nós é que temos que mudar as circunstâncias da nossa vida e essa mudança começa de dentro para fora.

Mudar o exterior não adianta nada se dentro de nós não existir a atitude de um vencedor. Quantas pessoas não casam sete e oito vezes e não conseguem ser felizes? Mudaram de marido, ou de esposa, mas encontraram sempre dificuldades de adaptação.

É que há pessoas que realmente acreditam que nunca vão ser felizes e por conseguinte, adoptam uma atitude de defesa, que mesmo inconscientemente, acabam por expulsar toda a gente da vida delas.

Quantas pessoas não nasceram em “berços de ouro” e terminaram de forma miserável, ou bastante infelizes?

Na minha opinião, a pobreza e a riqueza são estados de espírito, ainda antes de se materializarem em conta bancária.

As pessoas ricas, ainda que vivam numa casa modesta, dão-lhe luz, alegria, limpeza, organização e a seu tempo atraem a riqueza material à sua vida. As pessoas pobres, por tendência, transformam qualquer palacete à sua imagem e semelhança.

Casas escuras, desorganizadas, desarrumadas, no fundo, a materialização do interior de quem lá vive! Na verdade, acabamos por atrair a nós aquilo que entendemos merecer.

Autor Desconhecido.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tua Ausência

Meu guerreiro, quero ouvir teu grito.
Estou só, tua ausência revela minha incapacidade.
E nada mais me importa.
Uma garça branca cruza o imenso céu azul. Seu grito é de liberdade,  poder, e solidão.
Ouço agora o canto de alguns pássaros. São notas fúnebres, lamentando tua ausência.
O pôr-do-sol  segreda-me quanto tempo sem você.
E caminho sem direção, procurando sua voz.
E nada ouço.

Choro,
Choro,
Desfaleço-me em lágrimas que se misturam ao orvalho da madrugada, que me sauda.
Meus cabelos já molhados pela garoa, gruda em minhas costas e em meus seios, despidos e agredidos pelos ventos noturnos.
Te procurei em todos os lugares.
Hoje estou velha,
Já não sou a beldade que te buscava por mares, ares e terra.
Meus olhos que antes brilhavam,
Inchou-se e as pálpebras insistem em esconde-los.
Meus lábio que antes eram  lisos como fios de seda,
Enrijeceram e não deslizam mais em risos.
Meus seios que antes eram firmes,
Trazem cicatrizes, como testemunhas das agressões dos ventos da madrugada.
E meus pés, que eram feitos de algodão,
Sagram até hoje, por causa das pedras encontradas nos caminhos por onde andei.

Alexandra Pereira

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Inspirações…

Palavra & Escrita

Se eu consigo melhorar as palavras,
Posso transmitir mais verdades
Na vida sem procrastinar;
Mas se não consigo dizer
De voz as minhas ideias,
Fico sufocado e inerte.
Então escrevo, soletro, rabisco,
Dissipo em tinta

Com ponta de tungstênio;
Ai fica tudo azul, claro como o dia;
Pois os espíritos de verdade
Se manifestam na escrita,
E libertam os homens de suas celas.
Bendito seja aquele que
Escreve melhor do que fala,
Porque é mensageiro da voz de Deus.


Terra Negra

Em um mar azul de céu azul
Brancas nuvens, brancas ondas;
Barco negro, navega o negro
Sal e suor transparece na face...
Horizonte aberto, porto sem fim
Veleja a vida, os pensamentos...
Aquele que traz consigo
As marcas do tempo
Leva esperança em terra alheia
Aportar do outro lado do mundo
E a eterna incerteza...
Não chorem os filhos de cor
Nem as mães morenas;
Nas mãos do negro
Paira o standard da liberdade
E triunfante, sua nação vivera.


Ilusão do tolo

Nascido de idéia alheia
Vive o iludido sem pátria;
Querendo atingir o topo.
Cabeça que não pensa por si
Se arrasta pelo pensamento do vil;
Pobre diabo, duelo covarde
Sabe que o coração do fraco
Bate mais forte ao seu comando.
Como tirar acertos dos erros? Pensa...
Viverá o tolo sem razão
Até que venha a revelação
Para trazer novamente a ilusão.


Vestígios de Amor

A luz do Sol dilata as pupilas
Quando a janela se abre
Louças sobre a pia condenam
A noite preparada para o amor
Duas taças ainda com vinho...
Um suspiro, ar novo enche o peito
Correm calafrios, o sangue dilata
Lembranças ainda quente
No quarto amarrotado
Roupas espalhadas sobre o chão
No tapete retorcido, chinelos
Uma lagrima vem, e é contida
Mas logo é liberada
Duas almas que se encontram
Dois corpos que se colam
A manhã surge como aviso
Que outra noite será melhor